segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

um pouco de poesia...

SARAMAGO


                                Morreu, tal como todos os seres, como todos os homens, nu.
O homem dizia-se ser do povo, das gentes simples…
Com um ego enorme, renegou Deus e os seus ensinamentos,
Criticou com a arrogância de Comunista,
Renunciando a sua Pátria, os seus usos e costumes,
Foi injuriado, criticado e ostracizado.
Longe do Torrão Natal, dedicou-se á escrita.
Aí, com exagero pela humildade perdida,
Procurou Deus como Papini, em luta pessoal, desmedida,
Em busca do amor do Pai, Caim, foi distinguido Nobel-mente.
O Português (disfarçado) não luta mais, morreu
Finalmente.
Houve tréguas … o fim foi alcançado,
Resta-nos a escrita do Homem – José Saramago.
                                                                                                             

                                                                                          José Mira

Cascais, 26 de Junho de 

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